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Foto: Clóvis Miranda
O Porto de Manaus, situado à margem esquerda do Rio Negro, mostra uma arquitetura peculiar e única no Brasil.
Projetado pelos ingleses, possui cais fixos e flutuantes que acompanham o fenômeno anual da enchente e vazante do Rio Negro, facilitando a atracação de embarcações em qualquer época do ano.
A história do Porto de Manaus está intimamente ligada ao ciclo econômico da borracha, entre 1880 e 1910, época em que a extração do produto acarretava lucro certo para produtores e comerciantes.
Modernos equipamentos foram adquiridos, adequando-o à sua nova realidade operacional; realizou-se a recuperação e pavimentação dos cais flutuantes do Roadway e das Torres, originalmente recobertos com pinho de Riga; e agilizou-se a construção de um armazém medindo 2.800 m2.
O piso do cais fixo foi elevado para nível superior àquele alcançado durante o período da enchente, em 1953, que, pela sua impetuosidade e rigor, resultou naquela época em graves transtornos e dificuldades técnicas.
Em 1975, com a criação da Portobrás pela Lei nº 6.222, a Administração do Porto de Manaus passou a fazer parte do sistema holding da Empresa de Portos do Brasil S/A.
A Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Estado do Amazonas foi criada em 1997 para substituir a Administração do Porto de Manaus, a partir de sua estadualização, com vinculação direta ao Governo do Estado do Amazonas.
Manaus experimentou significativas transformações marcadas por grandes obras e melhoramentos, como resultado do luxo e riqueza proporcionados pela extração, comércio e exportação da borracha, época em que os costumes e tradições européias se faziam presentes no cotidiano da população.
A partir de 1907, com o ingresso da borracha asiática, proveniente de seringais racionalmente planejados, nos mercados consumidores internacionais, começa o declínio das exportações do produto local, anunciando um futuro desalentador. Inicia-se a derrocada da economia, em decorrência da queda das exportações do produto, antes colocado em posição de exclusividade, determinando o encerramento de um importante ciclo de progresso e mergulhando a cidade em profundo esquecimento.
Em 1967, a criação da Zona Franca de Manaus favoreceu a retomada do desenvolvimento da indústria e do comércio amazonenses, como não acontecia desde os áureos tempos da borracha.
Inicia-se um 2º grande ciclo de crescimento, responsável pelo reaquecimento das atividades do Porto.
Créditos: Acervo Manaustur
Bairro: Centro
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